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Foto: Joá Souza/GOVBA
Foto: Joá Souza/GOVBA

O acesso à ponte sobre o Rio Jequitinhonha, localizada no km 661 da BR-101/BA, no município baiano de Itapebi, será reaberto para o tráfego de veículos leves, no próximo dia 20 de junho, por determinação do Ministério dos Transportes. A decisão foi anunciada durante reunião entre o governador Jerônimo Rodrigues, o ministro dos Transportes, Renan Filho e o senador Jaques Wagner, além de representantes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Realizado nesta quinta-feira (5), no Centro de Operações e Inteligência (COI), em Salvador, o encontro discutiu ainda as ações emergenciais para a reativação do equipamento e a construção de uma nova estrutura viária.


O governador destacou a importância de priorizar a liberação controlada, considerando os resultados de estudo minucioso realizado pelos órgãos competentes. “ A nossa expectativa é garantir segurança para a população que vai usar a ponte e o desvio, principalmente no período junino que se aproxima, para que utilizem um trecho mais curto e com qualidade. Então será uma parceria importante entre o Governo Federal e o estadual”, afirmou o chefe do Executivo baiano.


Após vistorias e análises técnicas, o DNIT anunciou que a ponte passará por serviços imediatos de alívio de carga, como a retirada de parte do asfalto e a limpeza do sistema de drenagem. Com isso, a travessia será liberada no próximo dia 20 de junho, para veículos leves e emergenciais, em sistema de Pare e Siga, com monitoramento por um período de 15 dias, como explicou o ministro dos Transportes, Renan Filho.


”Estão incluídos nessa liberação ainda no mês de junho, transportes de passageiros, como vans ou microônibus. Já a dos veículos mais pesados será realizada de forma gradativa, chegando até 29 toneladas. Por enquanto, estes vão continuar utilizando o desvio ou rotas alternativas, que é uma minoria, e só voltarão para a ponte quando a nova estiver construída. Todas as medidas tomadas serão feitas com segurança completa e decisão técnica”, garantiu o ministro.


O início das obras para construção de uma nova ponte duplicada, ao lado da atual, com cerca de 510 metros de extensão está previsto para julho. A estrutura existente será preservada. As obras da nova travessia começarão tão logo seja declarada a situação de emergência e contratada a empresa responsável pelos projetos e execução da obra, com prazo estimado de 10 a 12 meses para conclusão.


Sobre a interdição emergencial

A ponte foi totalmente interditada pelo DNIT, no último dia 5 de maio, para a realização de obras de inspeção e ensaios técnicos para avaliação estrutural, impossibilitando o tráfego de qualquer tipo de veículo.


A Polícia Militar foi acionada e está no local diariamente, garantindo a segurança dos usuários da rodovia e orientando sobre rotas alternativas.


Rotas alternativas

Para ambos os sentidos da BR-101: Siga pela BA-275 até Santa Maria Eterna, acesse a BA-658, depois a BA-982, em seguida a BA-274 e retorne à BR-101 no km 646.


Sentido Espírito Santo → Salvador: No km 920 da BR-101 acesse a BR-418 no distrito de Posto da Mata, em Nova Viçosa, no Extremo Sul, e siga até a BR-116, em Teófilo Otoni (MG).


Sentido Itabuna → Espírito Santo: No km 506 da BR-101, em Itabuna, no Sul, acesse a BR-415 e siga até a BR-116, em Vitória da Conquista, no Sudoeste.


Repórter: Simônica Capistrano/GOVBA

Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo
Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo

A agência de classificação de risco S&P Global, antiga Standard & Poor’s, manteve a nota da dívida pública brasileira dois níveis abaixo do grau de investimento. A agência reafirmou a perspectiva estável da classificação, indicando que não pretende mudar a nota nos próximos meses.


O grau de investimento representa a garantia de que um país não corre o risco de dar calote na dívida pública.


Em comunicado, a S&P informou esperar um aumento na dívida líquida do governo em decorrência de déficits fiscais elevados. No entanto, a desaceleração da economia num cenário de juros elevados deve reduzir o déficit nas contas externas do país, compensando as preocupações fiscais.


“Nossa perspectiva estável equilibra a fraqueza do perfil fiscal do Brasil com os pontos fortes de sua política externa e monetária", afirma a agência. As exportações de commodities (bens primários com cotação internacional), informou o comunicado, ajudarão a diminuir a necessidade de financiamentos externos.


Na avaliação da S&P, o arcabouço fiscal em vigor desde 2023 tem problemas para se sustentar no longo prazo. No entanto, as reformas necessárias para reequilibrar as contas públicas, segundo a agência, só serão feitas após as eleições presidenciais de 2026.


Para a agência, os principais problemas para as contas públicas são a estrutura rígida de gastos com expressivos volumes do Orçamento vinculados a gastos obrigatórios e os juros altos. Embora tenha mantido a perspectiva estável, a S&P advertiu que pode reduzir a nota da dívida pública brasileira nos próximos dois anos se não forem feitas reformas após 2026.


“Em nossa opinião, as políticas voltadas para a consolidação fiscal promoveriam um ambiente de taxas de juros mais baixas, contribuindo para o crescimento econômico”, destacou a S&P.


O Ministério da Fazenda não se manifestou sobre a manutenção da nota da dívida brasileira.


Histórico

Em dezembro de 2023, a S&P elevou a nota da dívida brasileira de três níveis para dois níveis abaixo do grau de investimento. Em 2018, a classificação estava três níveis abaixo do grau de investimento.


Em relação a outras agências de classificação de risco, em julho de 2023 a Fitch elevou a nota da dívida brasileira para dois níveis abaixo do nível do grau de investimento. A agência considera estável a perspectiva para a nota brasileira, sem a intenção de mudar a classificação nos próximos meses.


Na última sexta-feira (30), a agência de classificação de risco Moody's reduziu a perspectiva da nota da dívida soberana brasileira de positiva para estável. Como a nota de crédito do Brasil está um nível abaixo do grau de investimento, a decisão eliminou a possibilidade de o país obter o selo de bom pagador até o fim do governo. Fonte:Agência Brasil

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Como parte das celebrações dos 130 anos de relações diplomáticas entre o Brasil e o Japão, a princesa Kako, membro da família imperial japonesa, iniciou hoje (5) uma visita oficial ao Brasil. A convite do governo brasileiro, ela permanecerá no Brasil por dez dias e visitará São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Maringá (PR), Rolândia (PR), Londrina (PR), Campinas (SP), Foz do Iguaçu (PR), Campo Grande (MS) e Brasília (DF).


Na tarde desta quinta-feira (5), a princesa, que é sobrinha do atual imperador Naruhito, visitou o Pavilhão Japonês e o monumento em homenagem aos pioneiros da imigração japonesa falecidos, localizados no Parque Ibirapuera.


O pavilhão japonês foi doado a São Paulo em 1954, durante a comemoração do IV centenário de fundação da cidade. Ele é o monumento que simboliza a aproximação dos dois países após terem estado em lados divergentes na segunda guerra mundial.


“Esse pavilhão aqui tem 71 anos. É um pavilhão que foi construído na época do quarto centenário e foi construído no Japão, desmontado, transportado de navio e montado aqui na inauguração do Parque Ibirapuera. Este é o primeiro laço entre Brasil e Japão quanto ao município. A comunidade japonesa assumiu o compromisso de administrar e manter [o pavilhão]”, explicou Roberto Yoshihiro Nishio, presidente da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social (Bunkyo), que acompanhou a visita da princesa Kako na tarde de hoje ao Ibirapuera.


Em 1967, o pavilhão Japonês foi visitado pelo então casal de príncipes herdeiros Akihito e Michiko, avós da princesa Kako. Já em 2015 foram os pais da princesa, Fuminito e Kiko, que estiveram no local e plantaram ali um ipê branco.


Sakura é plantada

Agora, ao lado desse ipê branco, a princesa Kako (foto) plantou uma sakura, mais conhecida no Brasil como cerejeira. “Ela me falou que gostaria de voltar ao Brasil na época em que a sakura, a cerejeira, florescer. Eu falei que daqui a uns três anos nós vamos comemorar os 120 anos da imigração japonesa no Brasil e que, desde já, ela está convidada [a retornar aqui]”, disse Nishio.


130 anos de relações diplomáticas

O Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre o Japão e o Brasil, que estabeleceu relações diplomáticas entre os dois países, foi assinado no dia 5 de novembro de 1895. Segundo informações do Ministério das Relações Exteriores (MRE), o Japão abriga a quinta maior comunidade brasileira no exterior, com cerca de 211 mil pessoas. Já a comunidade nipodescendente ou nikkei no Brasil é formada por mais de dois milhões de pessoas, o que representa a maior população de origem nipônica no mundo fora do Japão.


O Japão, que é uma das maiores economia mundiais, é um dos principais investidores do Brasil, com US$ 22,8 bilhões em estoque. Os investimentos japoneses, informa o Itamaraty, são diversificados e incluem setores como automotivo, materiais elétricos e siderurgia. As exportações brasileiras para o Japão compõem-se, na maior parte, de produtos como minério de ferro, frango, café, alumínio e milho, enquanto as importações do Japão correspondem, em sua quase totalidade, a produtos manufaturados, a exemplo de autopeças, compostos químicos, instrumentos de medição e controle e circuitos integrados.


Abertura de mercado

Em março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou o Japão. Na época, ele disse que pretende recuperar os US$ 6 bilhões de balança comercial que Brasil e Japão perderam na última década e avançar na abertura de mercado para a carne bovina brasileira.


No próximo dia 11 de junho, a Câmara dos Deputados deve realizar uma sessão solene em homenagem ao aniversário das relações entre o Brasil e o Japão. Fonte: Agência Brasil

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