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Foto: gazafreedomflotilla/Instagram
Foto: gazafreedomflotilla/Instagram

Um mês após ser bombardeada por drones, a Flotilha da Liberdade, coalizão de ativistas contra a guerra na Faixa de Gaza, está a cerca de 48 horas do território palestino sitiado pelo bloqueio de Israel. O grupo leva alimentos e medicamentos e esperam abrir um canal de acesso à população faminta.


Thiago Ávila, da Coalizão Flotilha da Liberdade - thiagoavilabrasil/Instagram

O brasileiro Thiago Ávila, ativista internacionalista e ambientalista, e a ativista sueca Greta Thunberg, mundialmente conhecida por sua luta contra o aquecimento global, estão entre os tripulantes que se arriscam a furar o bloqueio israelense. Outro membro do navio é o ator irlandês Liam Cunningham.


A embarcação, apelidada de Madeleine, partiu no dia 1º de junho da Catânia, um porto italiano. É possível acompanhar o barco se aproximando de Gaza por meio deste link.


Na última quinta-feira (5), o jornal israelense The Jerusalem Post informou que “fontes militares” de Israel informaram ao periódico que não será permitida a embarcação atracar em Gaza.


Em mensagem encaminhada hoje à Agência Brasil, o brasileiro Thiago Ávila disse que a embarcação está a 430 quilômetros de Gaza e os ativistas esperam atracar no território na segunda-feira (9).


“Estamos em contato com muita gente, o coletivo de médicos de Gaza, sobretudo o coletivo de jornalistas. Estão todos ali, aguardando a nossa chegada e Israel segue ameaçando, dizendo que vai interceptar nossa missão e ameaçando inclusive atacar nossa missão”, informou o ativista.


A ativista sueca Greta Thunberg participa da missão, por Chris Kebbon/Divulgação

O barco abriga 12 ativistas de sete países diferentes, sendo Thiago o único não europeu. “A gente tem maiorias sociais do mundo do nosso lado. As pessoas sabem no fundo do coração delas que matar crianças de fome é errado”, completou.


Segundo Thiago, o objetivo é entregar alimentos e medicamentos em Gaza e voltar, abrindo espaço para que mais barcos e pessoas façam o mesmo.


“Esperamos a que essa missão tenha um impacto significativo, que abra esse corredor humanitário dos povos. A gente espera que Israel desista da ideia de cometer um crime de guerra e nos atacar”, finalizou.


Dois dias antes, Thiago informou em sua rede social que eles visualizaram drones próximo à embarcação Madeleine.


Em sua rede social, a ambientalista sueca Greta justificou que não há justiça climática com a ocupação ilegal do território palestino e do genocídio povo palestino.


“[Nossa missão visa] desafiar o bloqueio e o genocídio israelense enquanto os nossos governos cúmplices falham em interromper. Nós, mais uma vez, navegamos em direção a Gaza – não transportando armas, mas sim alimentos e suprimentos médicos. A fome sistemática e a privação de necessidades básicas são alguns dos muitos métodos de guerra que Israel está a utilizar contra os palestinos”, defendeu.


Uma primeira tentativa de chegar em Gaza foi frustrada quando outra embarcação do grupo, o Consciência, foi bombardeado por dois drones perto de águas territoriais de Malta. A coalizão Flotilha da Liberdade pede que uma investigação independente apure o ocorrido em Malta. Foto: Agência Brasil

Foto: Tânia Rêgo / Agencia Brasil
Foto: Tânia Rêgo / Agencia Brasil

Operação policial durante uma festa junina na comunidade Santo Amaro, no Rio de Janeiro, na madrugada deste sábado (7), causou a morte de um jovem e feriu outras cinco pessoas.


O office boy Herus Guimarães, de 23 anos, chegou a ser atendido no hospital particular Glória D'or, mas após "exaustivas manobras de ressuscitação" não resistiu aos ferimentos e morreu. Ele deixa um filho de dois anos.


Os cinco feridos foram levados ao Hospital Municipal Souza Aguiar. Um deles está em estado grave e os outros quatro têm quadro estável.


Diversos vídeos postados por moradores nas redes sociais mostram que a festa junina estava lotada, e muitas famílias acompanhavam a apresentação de quadrilhas quando os tiros começaram.


Em um dos vídeos, policiais do Bope, o Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar, aparecem aguardando o socorro de uma pessoa baleada, enquanto ouvem protestos dos moradores.


A comunidade afirma que a festa transcorria normalmente, quando a operação policial começou, por volta das 3 horas da manhã, provocando o tiroteio.


A Polícia Civil informou que a Delegacia de Homicídios da Capital já está investigando o ocorrido.


Nota

A Assessoria de Imprensa da Polícia Militar declarou que os agentes do Bope foram à comunidade "para checar informações sobre a presença de diversos criminosos fortemente armados reunidos, se preparando para uma possível investida de criminosos rivais visando uma disputa territorial na região."


A nota diz ainda que "de acordo com o comando do Bope, criminosos atiraram contra os policiais nesta região, porém não houve revide por parte das equipes. Em outro ponto da comunidade, os criminosos atacaram as equipes novamente, gerando confronto."


A corporação ressaltou que as equipes utilizavam câmeras de uso corporal e as imagens já estão sendo captadas e analisadas pela Corregedoria. O comando do BOPE também instaurou um procedimento de apuração. Fonte: Agência Brasil

Fonte: Ricardo Stuckert / PR
Fonte: Ricardo Stuckert / PR

Quinze grandes empresários franceses que têm negócios no Brasil em setores variados se comprometeram a investir, nos próximos 5 anos, R$ 100 bilhões no país. O compromisso foi firmado em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Paris, na França, nessa sexta-feira (6).


Em coletiva de imprensa nesta manhã deste sábado (7), no horário de Paris, Lula destacou que as viagens que faz no exterior trazem grandes benefícios para o Brasil.


“Se a gente somar os investimentos que nós conseguimos na China, se a gente somar os investimentos que nós conseguimos no Japão, nós vamos perceber que nós estamos fazendo aquilo que todo e qualquer presidente da República precisaria fazer pelo Brasil”, afirmou.


A França é a terceira maior origem de investimentos diretos no Brasil. São US$ 66,34 bilhões em estoque. Segundo o Planalto, a estimativa é de que mais de mil empresas francesas atuem no Brasil, com responsabilidade direta pela geração de 500 mil postos de trabalho.


O presidente brasileiro acrescentou que o trabalho dele é abrir o diálogo entre os empresários brasileiros e estrangeiros para ampliar os negócios. “O papel do presidente é abrir a porta e dizer para os caras: ‘olha, está aqui as possibilidades, nós produzimos isso, nós oferecemos isso, o que você tem para nos oferecer?’, e fazer negócio. E foi isso que eu fiz aqui na França”, completou.


Lula está na França desde o dia 5 de junho, na primeira viagem de um chefe de Estado ao país em 13 anos. Na viagem, foram aprofundados os 20 acordos bilaterais do Plano de Ação de Parceria Estratégica Brasil-França.


Helicópteros

Outro projeto discutido entre Lula e o presidente da França, Emmanuel Macron, é o de cooperação para produção de helicópteros na fábrica da empresa brasileira Helibrás, em Itajubá (MG). O ministro das relações exteriores, Mauro Vieira, comentou a iniciativa de usar a planta do Brasil.


“[Os] helicópteros que poderão servir às polícias estaduais, aos governos estaduais, poderão ser empregados pelas agências de saúde e também com objetivos de defesa e controle do meio ambiente. As instalações de Itajubá poderão ser também utilizadas para futuras exportações para outros países da região que tenham interesse”, explicou.


Brasil e França assinaram ainda, na atual viagem, acordos bilaterais de cooperação para o desenvolvimento de vacinas e produtos laboratoriais, envolvendo a Fiocruz e instituições francesas, como o Instituto Pasteur.


Acordo UE-Mercosul

Sobre o acordo do Mercosul com a União Europeia (UE), Lula questionou a tese de que a agricultura francesa seria prejudicada pelo agronegócio brasileiro. Para o presidente, a afirmação não está correta porque existem cotas para exportação de produtos brasileiros.


"Se eles cumprissem a cota, no máximo, os franceses iriam comer dois hambúrgueres [de carne importada do Brasil], em média, por ano. É nada”, disse o presidente, acrescentando que sugeriu ao presidente Macron que os agricultores brasileiros e franceses se reunissem para discutir o assunto.


“Longe de mim querer prejudicar o pequeno agricultor francês. Eu não quero que a gente pare de comparar vinho da França, embora a gente produza vinho”, acrescentou Lula, destacando que a política comercial é uma via mão dupla.


O presidente lembrou ainda que a UE tem 27 países e que o acordo tem que ser coletivo, apesar da resistência francesa. “Eu acho que o Parlamento Europeu aprova o acordo, independentemente de a França querer ou não, porque a França já deu procuração", finalizou.


* Matéria ampliada às 9h08 para acréscimo de informações sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia Fonte: Agência Brasil

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