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Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

A imposição da tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros pelo governo de Donald Trump não deve prejudicar os investimentos diretos de empresas estadunidenses no Brasil, disse nesta quarta-feira (30) o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron.


Segundo o secretário, as companhias pensam em horizonte de longo prazo, não em questões conjunturais. Em investimentos diretos, as empresas têm um horizonte a longo prazo.


"Elas olham para os próximos 10 a 15 anos. São questões muito mais estruturais que conjunturais em uma discussão como essa [a guerra comercial com Donald Trump]”, disse Ceron, em entrevista coletiva para explicar o resultado das contas públicas de junho. "O Brasil tem proximidade secular com os Estados Unidos. Acredito que isso vai se manter."


Segundo o portal InvestVis, que compila dados sobre investimentos estrangeiros diretos no Brasil, os Estados Unidos são o país cujas empresas mais investem aqui. De janeiro de 2024 a junho de 2025, as companhias americanas investiram US$ 12,25 bilhões no país, correspondendo a 23,46% do total. Em segundo lugar, vêm os Países Baixos, com US$ 7,92 bilhões (15,17%).



Plano de contingência

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, no início da semana, um plano de contingência para ajudar os setores afetados pela tarifa comercial de 50% sobre produtos brasileiros, que deve entrar em vigor na próxima semana. Ceron não adiantou medidas, apenas repetiu afirmações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de que parte da ajuda às empresas brasileiras afetadas envolverão medidas de crédito.


De acordo com o secretário, o governo brasileiro não precisará redesenhar o plano porque o governo estadunidense isentou do tarifaço os principais produtos de exportação do Brasil para os Estados Unidos, como aviação civil, minérios, alguns alimentos e produtos de energia. “O desenho macro [do plano] está pronto. Podemos até rever valores, mas não acredito que precisemos refazer o plano”, disse Ceron.


"Dentro dos cenários possíveis, é um cenário que não está dentro do pior. Representa um cenário mais benigno, mas não quer dizer que os impactos não sejam pequenos", afirmou o secretário, dizendo que ainda precisa entender os detalhes da ordem executiva do presidente Donald Trump.


Rio Grande do Sul

O secretário disse que a experiência com as enchentes no Rio Grande do Sul no ano passado ajudou o governo a elaborar o plano de contingência. “O plano de ação está preparado, estamos refinando. O que posso adiantar, quando fizemos, quando enfrentamos o desastre no Rio Grande do Sul, [é que] sabemos enfrentar problema com racionalidade, com técnica e na medida certa para gerar os efeitos econômicos proporcionais de mitigação do efeito que está sendo enfrentado.”


Apesar de a experiência com a tragédia climática no Rio Grande do Sul ter servido de base para a equipe econômica, Ceron afirmou não ser possível comparar o plano de contingência com o pacote de socorro para as enchentes no ano passado. “São eventos diferentes, com características diferentes, com efeitos diferentes”, afirmou.


"Estamos atentos aos efeitos", disse o secretário. Ele ressaltou que, enquanto esse cenário não se resolver definitivamente, o plano tem os instrumentos necessários para que as coisas continuem bem, como estão atualmente. Fonte: Agência Brasil

Foto: Walter Campanato/Agência Brasil
Foto: Walter Campanato/Agência Brasil

Em dia de ajustes no mercado internacional e de um possível recuo no tarifaço sobre alimentos não cultivados nos Estados Unidos, o dólar caiu, mas continua acima de R$ 5,55. A bolsa de valores interrompeu uma sequência de três quedas e subiu.


O dólar comercial encerrou esta terça-feira (29) vendido a R$ 5,569, com recuo de R$ 0,021 (-0,38%). A cotação operou próxima da estabilidade nas primeiras horas de negociação, mas passou a recuar com força no início da tarde. Na mínima do dia, por volta das 13h, encostou em R$ 5,55.


A divisa acumula alta de 2,48% em julho. Em 2025, recua 9,88%. Ainda sob reflexo do acordo comercial com os Estados Unidos, o euro comercial caiu 0,73% e fechou a R$ 6,43.


No mercado de ações, o dia foi marcado pela recuperação. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 132.726 pontos, com alta de 0,45%. Apesar da alta desta terça, o indicador recua 4,41% em julho.


Na véspera das reuniões do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) e do Comitê de Política Monetária (Copom) no Brasil, o mercado financeiro teve um dia de ajustes. Investidores aproveitaram as altas recentes do dólar para vender moeda e aproveitaram a queda no preço das ações para comprar.


O principal motivo, no entanto, que diminuiu as tensões no mercado financeiro foi uma declaração do secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, de que produtos não cultivados no território estadunidense, como café e cacau, podem ficar fora do tarifaço. O Brasil é um dos maiores exportadores de café para os Estados Unidos. Fonte: Agência Brasil

Foto: Lula Marques/EBC
Foto: Lula Marques/EBC

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, disse nesta terça-feira (29) que aguarda manifestações oficiais do Ministério da Justiça e do governo italiano sobre a prisão da deputada federal Carla Zambelli. Nas redes sociais, o parlamentar disse que soube do evento pela imprensa e recebeu informações preliminares do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski.


“Importante lembrar que as providências que cabem à Câmara já estão sendo adotadas, por meio da Representação que tramita na CCJC, em obediência ao Regimento e à Constituição. Não cabe à Casa deliberar sobre a prisão - apenas sobre a perda de mandato”, disse Motta.


Zambelli foi presa pela polícia italiana na tarde de hoje, em Roma. A deputada tinha fugido do Brasil logo após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em maio deste ano, a 10 anos de prisão por invasão aos sistemas eletrônicos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Desde então, ela estava foragida da Justiça brasileira e na lista de procurados da Interpol.


Em nota, a Polícia Federal afirma que "a presa era procurada por crimes praticados no Brasil e será submetida ao processo de extradição, conforme os trâmites previstos na legislação italiana e nos acordos internacionais dos quais o Brasil é signatário".


A decisão do STF também condenou Zambelli à perda do mandato após o fim de todos os recursos possíveis. Fonte: Agência Brasil

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